Retratos do povo de santo.
Se o xiré é o momento em que o divino toma o corpo, estes retratos mostram o que vem antes e o que fica depois — a pessoa que carrega o sagrado no cotidiano.
Guias, búzios, ojás e rendas não são adereços: são insígnias, cartografias de pertencimento inscritas sobre a pele e sobre o branco. As paredes coloridas do terreiro funcionam como fundo e como afirmação — o amarelo, o azul, o vermelho que a monocromia do xiré retira, aqui devolvidos ao corpo.
Cada retrato é uma declaração de presença: estou aqui, pertenço, existo.








